Era uma tarde linda, estava calor e eu estava ali em cima daquela laje sentada com minha grande amiga Bianca, e sua mãe Ana.
Falavámos mais uma vez da minha ultima decepção amorosa e minha amiga estava ali tentando tirar pela primeira vez, depois de tanto insistir a minha sombracelha, nossa como doía, e ela se divertia com minhas caretas e reclamações a cada fio de cabelo que ela tirava com a pinça.
Derrepente passou nosso amigo André, todo sujo de barro, vestido com um uniforme de um time do bairro, aonde ele custumava jogar, com suas pernas grossas torneadas e com aquele sorriso encantador que conquistava qualquer mulher.
Olhei para ele como se fosse um filme em câmera lenta e pensei comigo mesma como ele era bonito e algo inatingivél para mim, já que eu era apenas uma menina de quatorze anos, magricela, e o pior sem vaidade nenhuma.
Ele passou todo sorrindente, nos comprimentou, e segui seu caminho, assim que o perdemos de vista, eu e minha amiga Bianca começamos a cair na gargalhada como duas meninas arteras, preste a aprontar mais uma de suas malcriações.
Derrepente sua mãe Ana percebendo nossas risadas, de quem aprontara alguma coisa, chegou mais perto e sentou do nosso lado, começou a conversar conosco e eu mais uma vez comecei a desabafar para ela as minhas ultimas decepções.
Ela era como uma mãe para mim, e ao me ouvir ali choramingando aos seus ouvidos, me olhou no olhos e me disse que logo a felicidade que eu tanto procurava estava preste a chegar.
E ao olha-la com uma cara assustada, lhe perguntei como isso seria possivél, ela só me olhou e disse que eu iria namorar um homem branco, que iria ser muito feliz com ele, mas seria um homem moreno que mudaria a minha vida.
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