domingo, 25 de julho de 2010

A descoberta

Peguei meu ônibus e derrepente meu celular tocou, e quando vi no visor, era o Felipe me ligando, eu nem pensei e logo fui atende-lo e assim que ouvi sua voz comecei a chorar lhe pedindo mil desculpas pelo meu egoismo e por não ter acreditado nele.
Ele ao me esperar falar, me disse que me amava muito e que estava tudo bem, e o que mais importava para ele naquele momento era o nosso amor e o quanto eu era importante em sua vida.
Cheguei em casa, mal coloquei as minhas malas em cima da cama e já comecei a contar todas as novidades a minha mãe, mas logo fui interrompida pela chegada do André que logo que me viu já foi me abraçando e me beijando como se ele estivesse há anos sem me ver, e eu tentando corresponder da mesma maneira, mas já sabendo que não estava sendo nada convincente naquele momento.
Já havia feito duas semanas que eu tinha chegado da viagem do fim de ano, os telefonemas e os encontros com o Felipe estava cada dia mais constantes, porém eu e o André estavámos cada dia pior, até que eu cheguei ao ponto de não aguentar mais e confessar a ele realmente o que estava acontecendo e que amava outra pessoa.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A descoberta

Peguei minha malas e fui até a van guardá-la, quando me aproximei, vi o Felipe e a menina que ele havia se envolvido, sentados bem próximos um do outro, sozinhos, conversando, na hora fiquei cega de ódio e sai andando como quem quizesse sumir daquele lugar e nunca mais voltar.
O Felipe ao perceber a minha presença, imediatamente veio atrás de mim, e disse que não era o que eu estava pensando, que ele também tinha ido guardar a sua coisas na van e ela estava lá e pediu para conversar com ele, eu então o olhei e disse que não queria saber o que eles estavam fazendo ali, e que era melhor nós dois deixarmos para resolver aquele desentendimento quando estivessemos em casa.
Ele então concordou, mesmo achando que deveriamos resolver aquilo ali, e disse que não era para eu esquecer o quanto ele me amava, então com os meus olhos cheios de lágrimas, virei as costas para ele e sai andando para dentro da casa.
Na volta, eu nem sequer olhei para ele um minuto, fiquei na minha calada e ele distante também não disse nada, nem sequer uma palavra, colocou seu fone no ouvido e não falou com ninguém, acho que ali a única pessoa que estava toda radiante e feliz era a menina que ele havia ficado, ela estava satisfeita por ter conseguido fazer nós dois nos desentendermos daquela maneira.
Finalmente chegamos em casa, eu peguei o ônibus e ele desceu um ponto antes de mim, nem se quer nos despedimos um do outro, e ao olhar para fora da van, só vi seus olhos encararem os meus, e com isso fez com que eu me sentisse péssima e com vontade de parar aquela van e ir correndo para os seus braços.

O beijo

Ao olhar no visor, era o André me ligando, já nem lembrava mais dele, quando dei por mim, percebi que ele ainda fazia parte da minha vida, então sai do quarto e fui atendê-lo, respirei fundo e comecei a conversar com ele, perguntei se havia acontecido algo e ele me disse que estava há dias tentando falar comigo, mas meu celular só dava caixa postal, eu disse que estava sempre com o celular e não tinha nenhuma ligaçao perdida, mas para ser sincera, a verdade é que eu nem lembrava de olhar o celular, já que a pessoa que eu realmente queria, estava presente ali, todos os dias, do meu lado.
Ele disse que estava com saudades e que não via a hora de eu voltar, eu simplismente ao ouvi-lo dizer isso, disse que já estava voltando e que logo estaria em casa perto dele.
Quando olhei para porta, lá estava o Felipe, me olhando e ouvindo a nossa conversa, então imediatamente falei para o André que ia desligar porque estava indo dormir, então ele me disse que me amava, e eu ao engolir a seco ao ouvir isso, só disse fica com Deus e desliguei o telefone.
Comecei a chorar novamente, porque estava me sentindo mal com toda aquela situação e sabia que o André não merecia passar por aquilo, então o Felipe se aproximou de mim, enxugou mais uma vez minha lágrimas, beijou meus lábios, me abraçou e disse que entendia o que eu estava sentindo e que era para eu nunca esquecer o quanto ele me amava e que se fosse preciso ele esperaria o tempo que fosse para eu ser finalmente só dele e de mais ninguém.

O beijo

Foi o beijo mais gostoso que tinhamos dado até aquele momento, a brisa do mar tocava em nosso rosto, o seu braço me apertava de tal maneira que fazia eu me senti parte dele, e quando paramos de nos beijar, nos olhamos e demos a maior gargalhada do mundo, como se fossemos duas crianças feliz ao ganhar um presente do papai noel.
As horas passaram e quando demos conta, tinhamos que voltar a encontrar os nossos amigos, sabiámos que todos já tinha se tocado do que havia acontecido, mas resolvemos mesmo assim, irmos separados para não dar mais motivos para as críticas que nos cercava cada dia mais.
Eu cheguei primeiro que ele, e a única pessoa que me viu chegar e sorriu ao perceber minha presença, foi a Fernanda, já que ela sabia o que realmente havia acontecido, que ao me olhar eu confirmei com a cabeça dizendo que sim a sua pergunta.
Voltamos para a casa da Paty, já era bem tarde, estavámos exaustos de tanto comemorar aquela data, nos trocamos e logo em seguida, quando dei por mim, já estavamos todos deitados e o silêncio novamente tomava conta daquele quarto escuro aonde eu me encontrava, e eu deitada novamente sobre o peito do Felipe, quase adormecendo com o som das batidas do seu coração, fui surpreendida com o toque do meu celular.

O beijo

Então depois de ouvir um monte, a mãe da Paty muito compreensiva resolveu esquecer tudo aquilo e mesmo chateada deixou que todos nós continuássemos em sua casa e fossem comemorar a virada de ano novo juntos, e ao sair do quarto pediu para que todos nós conversássemos com nossa amiga que tinha causado todo aquele transtorno entre agente.
Ao bater a porta, sentandos ali juntos em circulo, a July começou a se explicar e a se desculpar com agente por toda aquela situação, e para ser sincera, foi uma das coisas mais emocionantes da minha vida até hoje, ouvi-la e ver o quanto ela estava envergonhada por aquilo tudo e arrependida pelos seus atos, fez com que nós todos a abraçassem e esquece-se de qualquer desentendimento ali entre nós naqueles dias ali vividos juntos, e me fez perceber o quanto o valor da amizade é importante nessa vida em que nos encontramos.
Finalmente estavámos todos nós ali contando os últimos dez segundos para a chegada do novo ano, com novos sonhos, novas expectativas de vida, para o ano em que acabará de nascer, nos abraçavámos e choravámos muito, e derrepente estavamos indo em direção ao mar, para pularmos as sete ondas.
Quando já estavámos ali de frente para o mar, prontos para começar a contagem das ondas, olhei para o Felipe, e a única coisa que me lembro, é que sorri para ele, peguei em sua mão, e sai correndo entre as pessoas, nos separando de tudo e de todos.
Corriámos muito entre aquelas pessoas estranhas, e nossos olhares e sorrisos, eram as coisas mais linda que podia se ver ali naquela hora, paramos e finalmente ao sentir a água gelada do mar em nossos pés descalços, ele me pegou no colo, e me beijou com a maior intensidade que eu podia sentir.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O beijo

As horas passavam, o silêncio tomava conta de todos nós ali presentes, e nada de nenhuma noticia chegar ou alguém para nos dizer o que realmente havia acontecido com a July e se ela estava bem.
Derrepente aquele silêncio foi enterrompido com o barulho do carro e o portão se abrindo, então todos nós corremos para fora afim de saber se estava tudo bem finalmente e quando cheguei ate o portão, vi a July sair do carro, carregada pelos braços, cabisbaixa, pálida, como se fosse uma viva morta, mas mesmo vendo ela daquele estado, respirei aliviada ao ve-la ali na minha frente.
Entramos todos no quarto e esperamos a mãe da nossa amiga Patricia nos contar o que realmente havia acontecido, e quando ela entrou e trancou a porta, eu percebi que algo muito grave havia acontecido ali e meu coração estava preste a sair pela boca, foi quando a July ao se sentar, pegou sua bolsa e começou a tirar tudo que havia dentro dela, e a chorar desesperadamente, eu sem entender nada , como o restante do pessoal que esta ali presente, fiquei olhando aquela cena, confusa, esperando que alguém pudesse nos explicar o porquê daquela atitude tomada por ela.
Foi quando a mãe da Paty começou a dizer que a July tinha acabado de sofrer uma pequena overdose e se nós sabiámos que nossa amiga era usuária de droga.
Nossos olhares de espanto não teve como esconder, pelo o que haviamos acabado de escutar naquele momento, era assustador e também constrangedor, por tudo aquilo que estava se passando, mas mesmo assim, juntos começamos a desfazer as nossas malas, e a mostrá-la que não tinhamos nenhum tipo de droga conosco, e que não sabiamos do seu envolvimento com esse tipo de coisa.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O beijo

Logo a noite chegou e voltamos todos cansados e com muita fome depois daquela tarde divertidissima na praia, então peguei minha coisas e esperei a fila gigantesca do banheiro terminar e finalmente pude tomar um banho e colocar uma roupa limpa e ficar tranquila no meu canto.
O Felipe se aproximou e ficamos conversando um pouco, mas eu tinha a impressão que todos os olhares daquela casa estavam em nossa direção, já que ele não fazia mais questão de esconder de ninguém que estavámos juntos naquele momento.
Quando mei dei conta, já era véspera de ano novo, e eu estava ali em frente o portão sentada com o Felipe conversando novamente sobre nós dois, quando fomos interrompidos por dois amigos nossos que passaram por nós e sairam caminhando rumo a fora.
O tempo foi passando e entramos para dentro, para começarmos a nos arrumar para o ano que estava preste a chegar, eu estava já na fila do banheiro e quando estava preste a entrar para tomar o meu banho, fui impedida de entrar pela July, que estava pálida e pedia para entrar na minha frente, eu assustada ao vê-la daquele estado, não pensei duas vezes e atendi ao seu pedido.
Eu não estava entendendo nada do que estava acontecendo , ela saiu do banheiro carregada pelo seu namorado e deitou- se no chão do nosso quarto, com o ventilador ligado em sua direção, todos estavam apavorados em sua volta, quando derrepente ela começou a se tremer toda e espuma começou a sair pela sua boca, levantaram ela rapidamente pelos braços, colocaram ela no carro e sairam as pressas para o hospital.
Eu fiquei arrassada ao presenciar aquilo ali na minha frente, todos estávamos angustiados e o Felipe só me abraçou e disse que tudo iria acabar bem, então nosso grupo se reuniu no quarto, sentamos no chão e começamos a rezar a Deus para que tudo aquilo acaba- se logo e ela volta-se viva daquele hospital.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O beijo

Logo o dia amanheceu, e me levantei com um sorriso que não cabia em meu rosto, e o Felipe nem se fale, estava radiante naquele dia que estava apenas começando, entao tomamos café e seguimos rumo a praia, pra nos diverti como haviámos combinado.
O clima estava meio estranho entre eu e as outras meninas, já que a pessoa que o Felipe havia se envolvido, já havia percebido o que realmente estava acontecendo entre nós dois, mas eu não estava me importando com aquilo naquele momento, eu tinha uma grande amiga ali presente, que estava me dando maior força do mundo e cuidando de mim, para que nada estraga-se meu ano novo, aliais o nosso, o meu e o dele e essa amiga nada mais era que a Fernanda.
Finalmente estavámos ali de frente para o mar, estavámos curtindo muito a praia e do nada quando dei por mim estavamos em uma roda de pagode, eu era muito desengonçada, mal sabia dançar direito, mas estava me divertindo horrores com a galera que estava com uma felicidade inexplicável

terça-feira, 25 de maio de 2010

O beijo

Quando nos demos conta, as risadas foram ficando menores, e só estava eu e ele ali acordados, na escuridão entre todas aquelas pessoas dormindo, então os poucos fui sentindo sua mão passar sobre minhas costas, nossos rostos foi se aproximando, nossa respiração mesmo baixa, foi ficando cada vez mais ofegante, e quando dei por mim, já estavámos nos beijando, com toda cautela e cuidado para que ninguém pudesse nos ouvir, durante aquele silêncio que se encontrava naquele quarto, naquela madrugada mágica que estava acontecendo com nós dois.
Paramos de nos beijar e ainda trocando juras de amor, acabei caindo em um sono gostoso, abraçado sobre o seu peito, e sentindo o seu coração bater acelerado, ali foi como uma música aos meus ouvidos.

O beijo

Descemos da van, e logo fomos nos organizando na casa que ficaríamos, era apenas um quarto para vinte pessoas e tinhamos que dormi todos praticamente grudados um no outro, mas eu não me importava com isso, o que eu queria mesmo era só estar ali presente naquele ano novo que nós dois queríamos que chega-se logo e que pudesse mudar as nossas vidas!
No começo estava tudo ótimo, arrumamos as coisas e logo nos deitamos para que pudéssemos esperar o dia chegar e finalmente irmos á praia, mas ao me deitar distante dele e ver que ela estava mais próxima dele, meu ódio começou a ficar estampado em minha cara, mas eu já tinha passado por coisas piores e sabia que conseguiria tirar aquilo de letra, já que ele não conseguia tirar seus olhos de mim, a todo momento.
Ao apagar a luz daquele quarto, começou as gargalhadas surgirem aos poucos, um querendo falar mais que o outro, contando historias engraçadas, experiências que ambos tinham passado, e quando dei por mim, ele se levantou, acendeu a luz e deitou do meu lado, eu não estava acreditando naquilo e os olhares de todos em nossa direção, fez com que eu fica-se um pouco constragida, mas a felicidade que estava sentindo pela atitude que ele havia tomado, fez com que eu esquecesse por alguns instantes que estavámos em um quarto apertado, com mais dezoito pessoas ali presentes, e sim só nós dois ali, juntos, eu e ele pela primeira vez deitados sozinhos, sentindo a respiração e o calor do corpo um do outro, e nesse momento eu não desejava mais nada, só que o tempo parasse e agente continua-se ali parados, um do lado do outro por toda eternidade.

O beijo

Me despedi dele rapidamente, e sai do carro, me sentindo mal por causa daquela situação, de vê-lo ali daquele estado triste indo embora, mas respirei fundo e segui em direção ao encontro dos meus amigos e quando cheguei mais perto, finalmente me senti feliz mais uma vez e anciosa pela espera do Felipe que ainda não havia chegado até aquele momento.
Guardei minha mala na van que havíamos alugado para aquela viagem, e me sentei no lugar que eu havia escolhido e quando me dei conta lá estava ele mais uma vez, com o seu sorriso maravilhoso e com o seu olhar que me fazia estremecer da cabeça aos pés, vindo em minha direção para me comprimentar.
Ele se sentou ao meu lado,mas para ninguém perceber o que estava rolando entre nós dois, já que nosso relacionamento até aquele momento era segredo,combinamos de irmos cada um no seu canto e que ficaríamos distante um do outro durante a viagem, já que para todos, eu era uma pessoa comprometida.
A viagem foi bacana, nos divertimos horrores, e mesmo sabendo da aproximação que o Felipe tinha com uma certa menina ali presente naquele momento , que ele havia se envolvido uns dias antes de ficarmos juntos, e mesmo ele aceitando a situação que nos encontrávamos, eu ainda estando com o André, eu sentia ciúmes, mas eu sabia que entre eles não rolava mais nada, mas todos ali presentes estavam torcendo para que eles voltassem a ficar juntos, claro menos eu naquele momento.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O beijo

A semana passou como um flash e quando me dei conta, faltava apenas dois dias para minha viagem de ano novo com os meus amigos e com o Felipe, que ao saber que eu iria, não pensou duas vezes ao topar essa viagem.

Já estava arrumando as minhas malas em meu quarto e o André do meu lado, ainda tentando me convencer a disistir dessa viagem ou deixa-lo ir junto comigo, mas eu de maneira alguma quiz ouvir o que ele estava me propondo naquele momento, e disse que já havia lhe avisado sobre a viagem, e que ele não iria conseguir estragar o meu momento com os meus amigos, o momento que eu nunca tive e que estava preste a se realizar.

Então mesmo ele todo chateado com aquela situação, de passarmos nosso primeiro ano novo separados, mesmo eu não fazendo questão dele me levar até o ponto de encontro marcado, ele me levou ate lá, e depois de chegarmos ao local combinado, ele ainda sim, sabendo que eu não iria mudar de idéia, insistia para eu ficar com ele ou deixá-lo ir, mas não adiantava, o que eu realmente queria naquele momento, era sair do carro e me liberta daquela prisão aonde eu me encontrava nos últimos tempos, eu queria a liberdade de estar ao lado de quem eu realmente desejava e me fazia bem naquele instante, e a única pessoa que era capaz de me fazer sentir assim era o Felipe.

O beijo

Apesar de estarmos em uma simples praça vazia, eu com medo de que tudo aquilo pudesse se transformar em um pesadelo, caso alguém nos vissemos juntos ou o André aparece-se ali do nada, e descobri-se tudo aquilo, foi como um conto de fadas, mas real, que eu estava vivendo, tudo era mágico, tudo era bom, nada e ninguém era capaz de sentir o que nós dois estavámos sentindo naquele momento, a cada beijo, a cada olhar, a cada troca de carícias, a cada riso, a cada palavra que saisse de nossas bocas, ali eu tinha encontrado o meu céu depois te ter enfrentado o inferno dias atrás e sabia que estava segura ao seu lado.
Deixa-lo ir foi muito dificil, mas nós dois tinhamos que enfrentar a nossa dolorosa realidade e voltar para casa, já que estava ficando tarde e logo eu saberia que o André estaria que nem um louco a minha procura, então ao subir naquele ônibus, eu o olhei bem dentro dos olhos e não precisei dizer mais nada, pois ele já sabia o que eu queria dizer com aquele olhar e o que aquele momento ali representava para nós dois e isso fez com que eu fosse embora mais forte ainda para tentar vivenciar tudo o que eu deveria, e saber que mesmo vivenciando isso tudo, ele estaria ali comigo, do meu lado.
Ao chegar em casa, o André já estava a minha espera, olhei, respirei bem fundo e tentei tratá-lo da melhor maneira possivél, mas ele sabia que eu já não era a mesma de antes, que o evitava o tempo todo e mesmo sabendo que por mais que ele tivesse errado ele não merecia aquilo que eu estava fazendo com ele e cada vez mais eu ficava se sentindo mal por aquela situação toda.

O beijo

Ele me disse aquela noite que estava sentindo muito a minha falta, que para ele tinha sido o pior natal de sua vida e que tinhamos que nos encontrar de qualquer maneira, que ele não estava mais aguentando aquela nossa distancia e que queria me ver para saber como eu estava.
Eu concordei com que ele tinha me dito, e resolvemos marca de nos ver na manhã seguinte próximo a um hospital do nosso bairro, e mesmo eu estando com medo do André, medo de suas loucuras e obsessões em relação a nós dois, eu não via a hora do dia amanhecer e finalmente vê-lo, senti-lo em meus braços, sentir seu cheiro e seu coração batendo ao meu ouvido ao abraça-lo.
Desliguei o celular depois de um longo tempo trocando palavras de carinho e conforto um para o outro, dormi que nem um anjo e quando dei por mim, senti a claridade bater em minha janela, me levantei e logo fui mandando uma mensagem a ele, dizendo que logo logo estariamos juntos naquele dia lindo que estava apenas começando.
Limpei toda a minha casa, tomei um belo banho e logo eu estava descendo no lugar aonde háviamos combinado e quando eu olhei lá estava ele á minha espera, então segui em sua direção e a única coisa que consegui fazer naquele instante foi abraçá-lo com toda a minha força que fazia com que fossemos apenas um e começei a chorar e desabafar todo aquele sofrimento e saudades que estavam ali no meu peito por algum tempo.
Ele me abraçava como se quizesse me proteger de tudo aquilo que me fazia mal, e a única coisa que me fez mais feliz naquele momento, foi o beijo que ele me deu, ali meu corpo se ascendeu em chamas e eu pude ver que dentro de mim já existia a semente do amor, e que aquele beijo só a fez crescer mais e mais e se enraizar ali no meu peito, dentro do meu coração.

O beijo

Ela era minha amiga da época da escola, éramos da mesma classe e ela já conhecia o André, apostava que iríamos nos casar, mas ao ouvi-la ao telefone, comecei a chorar descontroladamente e a contá-la por cima o que havia acontecido.
Seus conselhos foi a melhor coisa que poderia ter ouvido naquele momento, estava precisando de uma palavra de conforto, de uma palavra amiga e ela estava sendo maravilhosa comigo naquele instante, então ao desabafar, desliguei o telefone, me troquei e quando me dei conta o André estava buzinando em minha porta, fui até a janela e dei sinal a ele de que já estava descendo.
Ao passar pelo espelho do meu quarto, parei e percebi o quanto eu estava magra e pálida, percebi o quanto realmente eu estava ficando abalada com aquela situação toda, então limpei as minhas lágrimas, respirei fundo e prometi a mim mesma, que daria um jeito naquela situação, desci as escadas, entrei no carro do André, com aquele sorriso falso e fui ao meu destino mais uma vez.
Nem acreditei que já estava deitada em minha cama e que aquele dia dificil já estava chegando ao fim, quando derrepente meu celular tocou, olhei para o visor e era ele o Felipe, meu coração acelerado e cheio de felicidade não parava de pular em meu peito e logo fui atendê-lo.
Praticamente depois de dois longos dias, eu pude ouvir aquela voz dócil e confortante em meu ouvido, nossa como estavámos com saudades um do outro, e as coisas que ele me dizia, me fazia esquecer de toda aquela angustia que eu estava sentindo e somente pensar em nós dois e na nossa vontade de estarmos juntos cada vez mais.


O beijo

Finalmente o dia já tinha amanhecido, e assim que eu acordei, já fui me levantando e me trocando para ir para minha casa, tomar banho e tentar falar com o Felipe.
O andré achou estranho, mas eu disse a ele que precisava tomar um banho e trocar de roupa, dei um beijo rapidamente nele, e sai andando as pressas, só ouvi ele dizendo que iria também tomar um banho e que iria logo descer para me buscar para irmos a casa da irmã dele, já que a festa de natal ainda continuava.
Então cheguei as pressas em casa, e ja fui direto discando o número do Felipe, mas ele não atendia o telefone, fazendo com que aquilo me deixa-se cada vez pior e mais triste ainda.
Fui para o banho e não consegui parar de chorar, estava triste, me sentia sozinha e desejando que o dia passasse logo para que eu pudesse vê-lo, então desliguei o chuveiro, enrolei a toalha em meu corpo, e assim que ia saindo do banheiro, ouvir o telefone tocar, sai tropeçando em tudo, achando que era o Felipe, mas tinha me enganado... era minha amiga Magda querendo me desejar um feliz natal!

André

Ele ao deixar-me enxugar sua lágrimas que caia naquele momento, olhou para mim e disse que tudo bem, que se essa era a única condição que faríamos voltar, ele estaria disposto a aceitá-la e ao ver que os ânimos estavam mais calmo, me levantei da cama, onde estávamos sentados e fui para o banho me arrumar, para darmos finamente a noticía a todos sobre a nossa reconciliação.
Ao vê-lo sair para sua casa todo feliz, para se arrumar para a grande festa de natal, eu simplismente cai aos brantos dentro do banheiro, me sentindo péssima naquele momento e não parava um minuto sequer de pensar no Felipe e o quanto estava sendo dificil para mim aquela reconciliação.
Então sem vontade alguma, peguei a roupa que eu escolhi com tanto amor, para impressionar a família do Felipe e me vesti, chorando cada vez mais, até que ao ver o André me chamar no portão, enxuguei as minhas lágrimas, respirei fundo e coloquei um sorriso fingindo em meu rosto como se eu estivesse totalmente feliz com a vida e com o nosso namoro.
Finalmente chegamos na festa, meus pais já estavam lá a nossa espera, todos ficaram radiantes ao nos ver juntos, mas ao olhar para minha mãe, eu engoli a seco o choro e de cara ela percebeu que eu não estava nada bem naquele momento e que aquela menina apaixonada pelo André já na existia mais e que estava enterrada no passado, e o que ela mais queria era pode fugir dali e ir correndo para os braços do Felipe aonde ela se sentia segura, amada e feliz a cada dia !

André

Ao ouvi-lo naquele momento, eu percebi que não adiantava tudo aquilo, que por mais que eu sempre deseja-se ter a certeza do seu amor por mim, era tarde demais, porque a magia que existia entre nós dois havia acabado a muito tempo e eu estava certa da decisão que havia tomado.
Tentei dizer a ele da melhor maneira possível que já não adiantava mais, que era melhor deixarmos as coisas da maneira que elas estavam, mas cada vez que falava isso a ele, mas ele chorava em meus braços, dizia que iria se matar, que a vida dele não tinha mais sentindo algum, e que se ele não vivesse comigo, nenhuma outra pessoa viveria.
Ao vê-lo dessa maneira, começava a ficar mais desesperada e perdida sem saber o que fazer, e não parava um minuto se quer de pensar no Felipe e no quanto ele poderia sair prejudicado com tudo isso.
Então me sentei com o André em minha cama, e lhe disse com toda sinceridade do mundo, que eu só voltaria com ele, se ele promete-se que iria tentar se recuperar daquela obsessão por mim e viver a sua vida, também disse que não o amava mais da mesma maneira de antes e que mesmo se voltassemos naquele dia, eu iria passar o ano novo com os meus amigos, sozinha sem ele, já que isso seria minha primeira viagem depois de cincos de namoro.

domingo, 23 de maio de 2010

André

Ao sair da loja, abracei minha mãe e olhei para o André perguntando a ele o que estava fazendo ali, ele me disse que queria muito conversar comigo e pediu para que minha mãe o acompanha-se até o meu serviço.
Eu o olhei com um ódio que não cabia dentro de mim, entrei no carro e me sentei no banco de trás, já que naquele momento não fazia questão nenhuma de estar ao seu lado.
O caminho inteiro fiquei calada, pensativa, não conseguia parar de pensar no Felipe e como ele estaria se sentindo naquele momento, então quando dei por mim, já tinhamos chegado em casa finalmente, então desci do carro e fiz questão nenhuma de olhar para trás e ver se o André havia entrado em casa, mas tudo foi em vão, porque ele estava ali na minnha frente, no meu quarto, sentado em minha cama, chorando que nem um louco, pedindo para que nós voltássemos a namorar e que ele havia cometido um grande erro em ter me tratado mal no dia do seu aniversário e que ele tinha se dado conta do quanto me amava e queria estar do meu lado o resto da sua vida.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

André

Eu ao olhar aquela rosa linda em minhas mãos, olhei para ele e disse que também não via a hora de conhecer todos eles e de estar ao seu lado naquela noite, então descemos para nosso trabalho e anciosos para que aquele dia passasse o mais depressa possivél.
Trabalhamos muito naquele dia, a loja estava lotada, e quando demos conta, o nosso expediente já havia acabado, e estavámos fechando a loja.
Então arrumei as minhas coisas, e quando estava subindo para me trocar, olhei para a vitrine e vi minha mãe e o André lá fora a minha espera.
Na hora fiquei com uma raiva que não cabia no meu peito, e com um medo enorme do que poderia vir acontecer naquele momento, então subi as escadas correndo, me troquei o mais rápido possivél e quando sai do vestiário, estava o Felipe lá a minha espera, com um sorriso enorme e feliz por estar me vendo e que me estremecia da cabeça aos pés só de olhá-lo.
Olhei para ele com os olhos cheios de lágrimas, e disse que não poderia ir na casa dele aquela noite, então falei a ele sobre o André e que ele estava me esperando lá fora com a minha mãe, então depois de me ouvir ele simplesmente me abraçou e disse que entendia completamente a minha situação e mesmo que nós dois não passassemos o natal juntos, ele estaria o tempo todo pensando em mim e que dois dias depois iriamos nos ver de qualquer maneira.
Então concordei com ele, e após deixá-lo enxurgar minhas lágrimas de tristeza, sai rumo a fora, triste, angustiada, com medo e com a certeza de que aquele natal seria o pior de toda a minha vida, já que o Felipe e eu não estariamos juntos e sim eu e o André.







André

Depois de conversar com minha mãe sobre a situação no qual eu me encontrava e sobre o Felipe, minha mãe achou que eu deveria aceitar a sua proposta, que seria muito bom para mim passar o natal longe, já que ultimamente as coisas estavam saindo do controle.
Então eu disse ao Felipe que aceitava o seu convite, sua felicidade estava estampada em sua cara, cada dia ele me demonstrava o quanto ele queria estar do meu lado, me ligava todos os dias, me mandava mensagens, cartas, e isso me fazia muito bem, já que há muito tempo eu não me sentia amada e desejada daquela maneira.
A véspera de natal tinha chegado, e logo eu e o Felipe poderiamos passar um momento juntos, só nosso e dar nosso primeiro beijo, já que apesar de estarmos sempre um do lado do outro, compartilhando tantas coisas juntos, ainda aquele momento mágico não havia acontecido.
Cheguei mais cedo na loja, e lá estava ele me esperando na cantina, aonde haviamos combinado na noite anterior, me aproximei dele e logo ele me entregou uma rosa vermelha, linda, sorriu para mim, e eu ao pegar a rosa, dei um abraço bem apertado de quem havia gostado do presente, então ele me disse que estava muito feliz e que sua familia estava anciosa para me conhecer.

André

Os dias se passaram e quando me dei conta, faltava apenas alguns dias para o natal, e eu ainda não sabia como iria passar aquela data, já que todos os meus natais era do lado do André e sua familia.
Quando eu menos esperava, o Felipe me convidou para passar o natal com ele, na hora fiquei muito surpresa com o convite e pedi para que ele me desse um tempo para pensar, já que não saberia se seria uma boa idéia passarmos juntos, então ele concordou com meu pedido, mas torcendo para que eu aceita-se sua proposta.
Cheguei em casa e tentei comer alguma coisa, já que eu havia emagrecido muito e estava me sentindo mal por estar daquele jeito, seis kilos mais magra, desde a minha separação com o André, com suas insistencias e suas loucuras do dia dia, tentando sempre refazer as pazes comigo.
O André estava inconformado, estava fazendo da minha vida um inferno, querendo consertar as coisas, mas já era tarde demais, aos poucos fui me dando conta de que o meu amor por ele diminuira e que meu coração estava sendo conquistado pelo Felipe.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

André

Era domingo, já estava me preparando para me deitar, quando ouvi o André me chamar no portão, levei um susto, já que não imaginava que ele iria me procurar depois de tanto tempo e além do mais, já havia me acostumado com minha nova fase, sozinha sem ele.
Então desci as escadas com as pernas bambas, cheguei proximo dele e perguntei o que ele queria e se tinha acontecido algo, já que não nos viamos e nem nos falavamos a muito tempo, então ele me puxou pelos braços e deu um beijo em meus lábios, eu o afastei de mim imediatamente e perguntei o que ele estava fazendo, que aquilo não era uma brincadeira e que não tinhamos mais nada um com o outro.
Sua expressão mudou na hora, com os olhos cheios de lágrimas, disse realmente se eu estava certa naquela decisão que eu havia tomado, e eu ao olha-lo falei que tinha sido a melhor coisa que eu já havia feito na minha vida.
Ele se afastou de mim, subiu em sua moto e saiu que nem um louco pela rua, eu com o coração doendo e chorando que nem uma louca, entrei no meu quarto, peguei meu celular e liguei para o Felipe.
Contei tudo a ele o que havia acontecido e depois de me esperar desabafar ao telefone e de me aconselhar com toda sua paciência, começou a se declarar para mim.
Eu disse que estava confusa, mas que ele também estava me fazendo muito bem naquele momento, e que mesmo ainda amando o meu ex namorado, poderiamos tentar superar aquelas perdas juntos, já que nós dois sentiamos desejo um pelo outro.



André

A situação não era fácil, minha rotina tinha mudado totalmente e algo incrível havia acontecido naqueles dois dias sem o André em minha vida.
Estava sentada em frente a vitrine da loja, e quando me dei conta estava o Felipe ali do meu lado, cabisbaixo, triste, sozinho como eu naquele momento, então olhei para ele e dei um sorriso, ele correspondeu com um sorriso meio forçado e então perguntei se ele queria conversar.
Quando me dei conta, naquele mundo tão grande, a pessoa que trabalhava comigo há dois anos, que até aquele momento eu nunca havia notado ou sequer reparado nele, estava passando pela mesma situação que eu, amava alguém que não te dava o devido valor.
Alguns dias se passaram, e eu e o Felipe estavámos cada dia mais próximos um do outro, falavámos todos os dias no trabalho e por telefone, antes de dormir, ele sempre me ligava e isso foi fazendo com que eu por ter toda aquela atenção e aquele carinho, começasse a olhá-lo com outros olhos e mesmo amando ainda o André, já não sentia tanto sua falta, devido a presença do Felipe.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

André

Fiquei indignada com aquilo, e sai correndo atrás dele que nem uma louca, dizendo que se ele não voltasse e abri-se aqueles presentes e conversasse comigo direito, que não precisaria mais me procurar e que nosso namoro estaria terminado naquele momento.
Ele simplismente me olhou e disse que tudo bem, que para ele realmente aquele namoro já não valia mais apena e que ele achava melhor nós dois darmos um basta em tudo aquilo.
Com o coração partido e com os olhos cheios de lágrimas, e cega de ódio, virei as costas e sai andando aos prantos, e decidida em seguir a minha vida sem ele apartir daquele dia.
Chorei muito naquela noite, mas tinha prometido a mim mesma que não voltaria atrás daquela decisão e que finalmente eu iria atrás daquilo que eu sentia mais não sabia o que era, e que as vezes me pertubava.
Cheguei no trabalho com aquela cara de enterro, e sem vontade nenhuma de conversa com ninguém, e por estar tão calada, logo minhas amigas de trabalho vieram me perguntar o que estava acontecendo e ao tentar explicar desmoronei a chorar que nem uma criança pedindo colo.

André

Mais uma briga tivemos na véspera de seu aniversario, fui para minha casa muito chateada, mas mesmo assim apesar de tudo, pedi para que minha mãe me acompanha-se ate o centro da cidade para que ela pudesse me ajudar escolher o seu presente de aniversário.
Era dezembro, faltava algumas semanas para o natal, as lojas estavam um inferno, todas lotadas e eu aprovetei meu ultimo domingo de folga, já que trabalhava em uma loja de roupa, para achar um presente ideal que o agradace.
O domingo estava chegando ao fim e o André nem tinha dado sinal de vida aquela noite, mas nem me importei já que costumavamos brigar e um ficava esperando o outro, para ver quem iria ceder primeiro e tentar fazer as pazes, então como já estava tarde e sabia que ele não iria aparecer em casa, coloquei o meu pijama e me detei, tentando esquecer as chateações daquele dia e me preparando para no dia seguinte ir atrás dele e finalmente fazer as pazes novamente.
Logo acordei com a claridade em minha janela, e naquela segunda feira eu estava de folga, então me levantei, tomei um banho, me arrumei toda linda e fui ate sua casa entregar seu presente de aniversario, assim que cheguei no portão, já dei de cara com ele almoçando, então entrei e fui diretamente comprimenta-lo.
Perguntei a ele se poderíamos conversar, e ele me disse que não, que já estava de saida para o trabalho, então mesmo furiosa com sua atitude mostrei a ele o presente que havia comprado e simplismente ele olhou e do jeito que o entreguei em suas mãos, sem abrir, jogou em cima do sofá e saiu andando.


André

Nosso namoro foi uma das coisas mais importante da minha vida, depois daquela conversa que tive com a minha mãe, as coisas realmente começaram a melhorar para todos nós.
Eu e o André começamos a namorar e começamos a ser considerados o casal mais invejado e apaixonado do bairro,eu e minha familia nos mudamos para uma casa maior e o tempo foi passando e quando me dei conta já na era mais aquela menininha desengonçada e sozinha e sim uma menina mais madura e vaidosa.
Já faziam cinco anos que eu e o André estavamos juntos, com ele aprendi muita coisa, aprendi a correr atrás dos meus ideias, a ser independente e lutar pelo que eu acreditava que era certo.
Mas com o tempo começaram também a surgir os desentendimentos, as brigas, e os ciumes por ter que aturar muita coisa em questão de sua beleza.
Com o André eu perdi a minha virgindade, criei corpo de uma mulher e tinha novas responsabilidades em virtude do nosso namoro.
Nossas familias estavam cada dia mais unidas, com excessão a minha sogra, que nunca gostou de mim, desde o começo do namoro, mas em relação as minhas cunhadas era tudo uma maravilha, e fazia com que eu tirasse essa situação chata de letra.
Já ele tinha muita sorte, minha mãe o tratava como um filho e meu padrasto e ele se tornaram amigos inseparavéis, fazendo com que eu me orgulha-se pela decisão tomada por mim em insistir nesse relacionamento, mas mesmo assim com uma vida estavél, ao lado de quem eu amava, eu sempre me pegava sozinha pensando que ainda faltava alguma coisa, que ainda não estava completa a minha felicidade e que precisava de algum modo achar o que era que me fazia se sentir vazia por dentro.
Nossas brigas começaram a ficar cada vez mais constante, e as desconfianças em relação a sua fidelidade aumentava cada dia mais e mais e apesar de nós nos amarmos muito isso já não era mais o suficiente para nós dois.

O começo

Eu começei a chorar descontroladamente, e disse que um dos motivos pelo qual me levou a mentir a ela, é que eu estava insegura em relação a essa historia, já que além do André ser mais velho, eu já estava cansada de criar expectativas e acabar me decepcionando depois.
Ela então me olhou e disse que nunca mais queria que eu menti- se para ela, e que se eu estava feliz com o André, mesmo ele sendo mais velho do que eu seis anos e achava que estava fazendo a escolha certa, tudo bem ela aceitava o nosso relacionamento, desde que ele não atrapalha-se meus estudos e que nós dois namorassemosem casa e só de finais de semana.
Eu simplismente a abraçei e disse que a amava muito e que nunca mais em minha vida mentiria para ela e que ela não iria se arrepender em me dar mais um voto de confiança.
Então sorrimos uma para a outra, terminamos o nosso café e fomos nos deitar, depois daquela noite cheias de emoções que havia acabado com todas as minhas energias, mas para ser sincera, apesar de tudo, foi a melhor noite de sono que eu tive.
O dia amanheceu e logo fui a casa da Bianca para saber como ela estava e contar a novidade para ela, mas ao chegar lá vi que minha amiga não tinha tido a mesma sorte que eu, além de ter apanhado do seu pai e brigado feio com ele, ela estava proibida de sair comigo e de rever o Alexandre, fazendo com que eu ao saber disso ficasse desanimada e triste, mas a minha amiga apesar te sofridos fortes consequências fez com que eu me sentisse melhor ao dizer que estava feliz por mim e que acreditava seriamente no meu relacionamento com o André.

O começo

Descemos do carro em frente a escola, o Alexandre também chateado com a situação foi embora a pedido da Bianca, então fomos nós duas seguindo rumo a nossas casas se preparando para virar comida daquelas feras que nos esperavam naquele momento.
Assim que estramos na esquina de nossas casas, vimos nossos amigos todos cochichando ao nosso respeito, tava um caus aquela rua, como se algo muito grave havia acontecido, e quando olhamos para a casa da Bianca, estavam nossas mães nos aguardando.
Olhei para Bianca e disse para ela ficar despreocupada, que a culpa era toda minha e que daria um jeito de tira-la daquela confusão que havia nos metido e se fosse preciso apanharia duas vezes só para ela se safar de tudo aquilo, ela olhou para mim com lágrimas nos olhos e disse que a culpa era dela também e que independente das consequências ela não desistiria do Alexandre, então olhei para ela e disse que seriamos duas então, porque eu também não iria desistir no André, não naquele momento.
Ao chegar a sua porta, ouvimos um monte de nossas mães e em seguida fui rumo a minha casa, ao entrar já sentei em minha cama , já preparada para sentir em minhas pernas a dor das cintadas que elas iriam levar, mas não foi isso que aconteceu, para minha surpresa, minhas mãe estava preparando um café, enquanto meu padrasto não muito satisfeito com tudo aquilo , colocava mais lenha na fogueira, querendo realmente ver o circulo pegar fogo.
Foi quando minha mãe abriu a boca e pediu para ele não se intrometer, já que a filha era dela e ela cuidaria de resolver esse problema sozinha, já que desde a separação do meu pai, ela se tornara mãe e pai de suas filhas.
Então meu padrasto se calou e minha mãe se aproximou de mim, com duas xicaras de café, uma para mim e outra para ela, e me perguntou o porquê eu havia feito aquilo e o porquê da mentira, já que desde que eu era pequena sempre tivemos uma relação de amiga, de companherismo uma com a outra.


O começo

Eu e a Bianca já haviamos combinado tudo, já que seria a primeira vez que mentiriamos para nossas mães, então nos arrumamos como se realmente fossemos a escola e saimos normalmente como todos os dias, assim que estavamos distante de nossas casas, comemoramos com muito entusiasmo a nossa grande vitória já que tudo havia saido conforme planejavamos.
Mal chegamos no local combinado e o Alexandre já estava lá a nossa espera, então so faltava mesmo o André chegar para fnalmente tudo ficar perfeito como desejavamos que fosse.
Passaram- se alguns segundos e finalmente estava ele vindo em nossa direção, e quando ele chegou mais próximo de nós, eu simplesmente o abracei com toda a intensidade do mundo, como se aquele momento ali pudesse acabar a qualquer instante.
Depois que os casais estavam completos, decidimos nos separar para que ambos ficassem mais a vontade um com o outro, e só deixamos marcado o horário que deveriamos retornar, já que nossas mães estavam pesando que haviamos ido a escola naquela noite, e não ali no parque com aqueles dois garotos, onde ambas estavam apaixonadas.
Eu e o André decidimos ficar em um banco próximo dali mesmo, ao sentar junto a ele, eu esta gélida, tensa, mas ao mesmo tempo feliz por estarmos ali, só nós dois, juntos como um casal de namorado apaixonados.
Já nos conheciamos a muito tempo, mas nunca haviamos ficado tão próximos um do outro depois daquele beijo roubado, e quando me dei conta estavamos ali em uma sintonia que eu não acreditava que seria possivél daquilo acontecer entre nós dois.
Algumas horas se passaram e derrepente avistei minha amiga vindo em nossa direção, eu achando estranho aquilo, perguntei a ela se estava acontecendo algo, e ela me respondeu que tinha acabado de encontrar a minha mãe no parque e que ela me esperava no estacionamento.
Na hora fiquei sem reação, com um medo imenso e ao mesmo tempo com vergonha do André por aquela situação toda, e já ficando triste por saber que ali estava chegando ao fim uma historia que mal havia começado, então me despedi dele, mesmo ele insistindo em ir comigo para falar com a minha mãe, e fui enfrentar o grande problema que me esperava depois dali.
Ao chegar no estacionamento do parque, olhei para minha mãe e ela estava cuspindo fogo pelas ventas com tanta raiva da minha mentira, olhou para mim e disse que era para eu voltar com os meus amigos e quando chega-se em casa conversariamos.
Eu entrei dentro do carro com um nó na garganta e me preparando psicologicamente para a primeira e grande surra que eu iria levar por toda a minha vida, fora que a minha amiga Bianca estava encrencada também, já que minha mãe iria fazer questão que a mãe dela soubesse de toda aquela historia.




O começo

Minhas pernas tremiam, e eu não conseguia mais pensar em nada, além de querer correr atrás dele e pedir desculpa pela minha atitude infantil em relação aquela noite, quando me dei conta, já estava ali gritando por seu nome e ele vindo em minha direção.
Ele estava ali parado na minha frente, esperando eu dizer algo, quando eu só conseguia dizer desculpa e mais nada, ele sorriu e beijou novamente meus lábios me perguntando se eu não havia gostado pelo fato de ter saido correndo assustada.
Eu meio tonta com sua atitude em me beijar novamente, respondi que havia gostado muito, mas eu estava insegura porque nossa diferença de idade era muito grande e eu tinha achado melhor esquecer aquele fato.
Ao me ouvir se explicar para ele, sorriu e me disse que eu estava totalmente enganada e que ele estava com saudades e que queria me ver novamente para podermos ficarmos juntos, na hora que ouvi suas palavras senti borboletas no estômago e meu rosto queimar de tanta vergonha, mas apesar desses sintomas que me rodeava, não conseguia disfarçar a vontade que sentia de estar ao lado dele e de sentir novamente seus lábios encostados nos meus.
Então disse a ele que no começo da semana a Bianca iria se encontrar com o Alexandre em um parque próximo de casa e que se ele pudesse e quizesse poderiamos nós encontrarmos lá, ele disse que iria ao nosso encontro e que me mostraria que daríamos certo, então sorri , dei um beijo rápido em seus lábios e sai andando sem olhar para trás e anciosa para aquele dia finalmente chegasse.



O começo

Acordei totalmente agitada naquela manhã, minha mãe, minha irmã já estavam acordadas há tempos e o meu padrasto que a pouco tempo havia se mudado para nossa casa já havia saido.
Tomei café, arrumei minha cama e finalmente depois de tomar um banho e me vestir para o dia que estava apenas começando, fui até a casa da Bianca para lhe contar o que havia acontecido na noite passada e lhe pedir ajuda, já que além de ser dois anos mais velha do que eu, ela era a mais pé no chão de nós duas e saberia me ajudar.
Sua cara era ilária, ela estava chocada ao me ouvir sobre o que tinha acontecido, e me aconselhou a ficar tranquila na minha e esperar a atitude dele depois de tudo aquilo, e só assim eu deveria saber qual atitude tomar.
Uma semana se passou depois do ocorrido e minha amiga Bianca estava se envolvendo com um amigo meu, o Alexandre, ele era mais velho, e ela estava toda empolgada com esse envolvimento dos dois e eu feliz por ver ela daquele jeito.
Eu estava tranquila, já que não tinha mais encontrado o André desde o nosso beijo, mas a vontade de ter ele ao meu lado aumentava cada dia mais e mais.
Era mais um domingo normal de calor, eu e a Bianca estavamos sentadas em frente a sua casa, faltava uma semana para meu aniversario de quinze anos, eu não iria ter uma grande festa como é o sonho de todas as meninas, até porque eu sabia que não poderia exigir isso da minha mãe, já que além de não termos condições para aquilo no momento, mal tinhamos a ajuda do meu pai que nem se quer se esforçava em saber se precisavamos de alguma ajuda ou de nos visitar.
Derrepente os meninos se aproximou de nós duas e nos convidou para jogarmos vôlei com eles, e sabendo que aquela seria a nossa única diversão naquela tarde de domingo, topamos o desafio.
Iniciamos o jogo já com as duplas formadas e é claro que eu e a Bianca estavamos juntas, já que éramos inseparáveis e isso deixavamos bem claro para todos, mesmo que fosse só uma simples partida de vôlei.
O jogo estava muito engraçado, eu era péssima em qualquer coisa relacionada a esportes, além de ser desengonçada, tinha bronquite, então sempre jogava com cautela, para não me cansar mais e ter uma de minhas crises, quando derrepente ao jogar a bola para o time adversário, vejo o André vindo em minha direção e me dando um sorriso como se falasse para mim que lembrava do que haviamos feito a uma semana atrás, e saiu andando.







terça-feira, 11 de maio de 2010

O Começo

Eu a olhei profundamente em seus olhos e sorri com ar de quem realmente duvidava daquilo.
Estava eu ali me trocando mais uma vez, em minha casa pequena de apenas dois cômados em uma viela, estava alegre pelo final de semana estar chegando e por eu poder ficar ate um pouco mais tarde na rua com meus amigos, como era de costume.
Disse a minha mãe que estava indo a cada da Bianca, mas que não voltava tarde e ela como já havia acostumado, disse só para eu tomar cuidado e não esquecer de levar a chave do portão, então depois de fazer o que ela havia pedido, fui ao encontro da minha melhor amiga em sua casa.
Quando me dei conta, aos poucos os meninos foram chegando e novamente estavamos todos nós sentandos na calçada da casa da Bianca, jogando conversa fora e falando besteiras, aquilo era nossa diversão, já que a idade e a situação financeira não nos permitia outra coisa.
A hora foi passando e me dei conta que realmente estava na hora de eu ir embora, antes que minha mãe percebe-se e ficasse uma fera comigo, mas derrepente o André se aproximou da roda e fez com que agente se empolga-se e continua-se o papo com ele.
Foi ficando cada vez mais tarde, e depois de jogar tanta conversa fora, resolvi ir embora finalmente para casa, então me levantei e perguntei se alguns dos meninos poderiam me acompanhar até o portão da minha casa, foi uma confusão, todos queriam me acompanhar e então eu mesma decidi ir andando sozinha, já que não estava com paciência de esperar eles decidirem quem realmente me levaria.
Quando me dei conta, estava eu e o André sozinhos caminhando até a viela aonde eu morava, então conversamos um pouco, e ao me despedir dele, para agradecer pela gentileza de ter me levado ate lá, ele me beijou, e sem saber como reagir depois de ceder aquele beijo que eu jamais achei que aconteceria, eu o empurrei e sai correndo como uma louca assustada, sem me dar conta que tinha descido aquele viela escura sozinha e ao deitar em minha cama, com o coração ainda saindo pela boca, sentia seus lábios quentes ainda no meu, e mesmo gostando dessa sensação, estava com um grande medo do que poderia vir acontecer depois daquilo tudo, e como seria o dia seguinte assim que eu abri-se meus olhos novamente!


O Começo

Era uma tarde linda, estava calor e eu estava ali em cima daquela laje sentada com minha grande amiga Bianca, e sua mãe Ana.
Falavámos mais uma vez da minha ultima decepção amorosa e minha amiga estava ali tentando tirar pela primeira vez, depois de tanto insistir a minha sombracelha, nossa como doía, e ela se divertia com minhas caretas e reclamações a cada fio de cabelo que ela tirava com a pinça.
Derrepente passou nosso amigo André, todo sujo de barro, vestido com um uniforme de um time do bairro, aonde ele custumava jogar, com suas pernas grossas torneadas e com aquele sorriso encantador que conquistava qualquer mulher.
Olhei para ele como se fosse um filme em câmera lenta e pensei comigo mesma como ele era bonito e algo inatingivél para mim, já que eu era apenas uma menina de quatorze anos, magricela, e o pior sem vaidade nenhuma.
Ele passou todo sorrindente, nos comprimentou, e segui seu caminho, assim que o perdemos de vista, eu e minha amiga Bianca começamos a cair na gargalhada como duas meninas arteras, preste a aprontar mais uma de suas malcriações.
Derrepente sua mãe Ana percebendo nossas risadas, de quem aprontara alguma coisa, chegou mais perto e sentou do nosso lado, começou a conversar conosco e eu mais uma vez comecei a desabafar para ela as minhas ultimas decepções.
Ela era como uma mãe para mim, e ao me ouvir ali choramingando aos seus ouvidos, me olhou no olhos e me disse que logo a felicidade que eu tanto procurava estava preste a chegar.
E ao olha-la com uma cara assustada, lhe perguntei como isso seria possivél, ela só me olhou e disse que eu iria namorar um homem branco, que iria ser muito feliz com ele, mas seria um homem moreno que mudaria a minha vida.

"Desvio"

Hoje vou novamente pela segunda vez, tentar reescrever a minha vida maluca!
Na verdade está muito frio hoje, e acabei de assistir um filme de romance que me deixou mais deprimida do que já estava, com uma vontade imensa de fugir desse mundo.
Estou aqui com meus próprios neurônios, pensando como eu, uma pessoa com tantos amigos, experiências boas, viagens, divertimentos, e com uma familia maravilhosa, estou assim triste por não ter ele nesse exato momento do meu lado?
Acho que vocês devem estar se perguntando:
Mas quem é ele?
Para chegar até o dia de hoje, nove de maio de 2010 ( dia das mães), eu vou ter que voltar a mais ou menos três anos átras .... onde fez com que eu chega-se aqui, até o meu quarto, totalmente descabelada, de pijama, com o coração triste e vazio, mas como uma certeza, de tentar terminar o que eu começei ..... terminar de escrever a minha própria história e quem sabe até o fim desse livro eu consiga finalmente encontrar o meu próprio eu e acima de tudo... gostar de Viver e Amar sempre!!
Esse é o "DESVIO" ...espero que vocês gostem!!