sexta-feira, 18 de junho de 2010

A descoberta

Peguei minha malas e fui até a van guardá-la, quando me aproximei, vi o Felipe e a menina que ele havia se envolvido, sentados bem próximos um do outro, sozinhos, conversando, na hora fiquei cega de ódio e sai andando como quem quizesse sumir daquele lugar e nunca mais voltar.
O Felipe ao perceber a minha presença, imediatamente veio atrás de mim, e disse que não era o que eu estava pensando, que ele também tinha ido guardar a sua coisas na van e ela estava lá e pediu para conversar com ele, eu então o olhei e disse que não queria saber o que eles estavam fazendo ali, e que era melhor nós dois deixarmos para resolver aquele desentendimento quando estivessemos em casa.
Ele então concordou, mesmo achando que deveriamos resolver aquilo ali, e disse que não era para eu esquecer o quanto ele me amava, então com os meus olhos cheios de lágrimas, virei as costas para ele e sai andando para dentro da casa.
Na volta, eu nem sequer olhei para ele um minuto, fiquei na minha calada e ele distante também não disse nada, nem sequer uma palavra, colocou seu fone no ouvido e não falou com ninguém, acho que ali a única pessoa que estava toda radiante e feliz era a menina que ele havia ficado, ela estava satisfeita por ter conseguido fazer nós dois nos desentendermos daquela maneira.
Finalmente chegamos em casa, eu peguei o ônibus e ele desceu um ponto antes de mim, nem se quer nos despedimos um do outro, e ao olhar para fora da van, só vi seus olhos encararem os meus, e com isso fez com que eu me sentisse péssima e com vontade de parar aquela van e ir correndo para os seus braços.

Nenhum comentário:

Postar um comentário